{"id":1134,"date":"2023-03-06T22:17:10","date_gmt":"2023-03-07T01:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/sindatranrs.org.br\/site\/?p=1134"},"modified":"2023-03-06T22:17:12","modified_gmt":"2023-03-07T01:17:12","slug":"sindatran-rs-defende-a-igualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindatranrs.org.br\/site\/sindatran-rs-defende-a-igualdade-de-genero\/","title":{"rendered":"SINDATRAN-RS defende a igualdade de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<p>O Dia Internacional da Mulher \u00e9 marcado por conquistas femininas ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, mas tamb\u00e9m serve como um alerta sobre os graves problemas de g\u00eanero que persistem. A discrimina\u00e7\u00e3o por g\u00eanero infelizmente ainda existe e j\u00e1 fez v\u00edtimas dentro da categoria dos agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito. A profissional que atua em Canoas, Let\u00edcia Farias de Oliveira, comenta que j\u00e1 sofreu com esse tipo de preconceito tanto por parte de homens, quanto de mulheres. \u201cA discrimina\u00e7\u00e3o por ser mulher na minha profiss\u00e3o \u00e9 sutil e tem mais rela\u00e7\u00e3o com a poss\u00edvel fragilidade que n\u00f3s poder\u00edamos manifestar perante situa\u00e7\u00f5es extremas geradas por algum conflito\u201d, analisa. Conforme Let\u00edcia, hoje \u00e9 incomum o tratamento diferente diante da execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o por uma mulher, mas relembra uma situa\u00e7\u00e3o ocorrida em que foi desrespeitada. \u201cHouve uma vez ou outra com ofensas diretas e pessoais que me causaram muito embara\u00e7o e tive pouco apoio institucional. Foi desafiador lidar com essas experi\u00eancias\u201d, revela a profissional que acredita que, com o passar do tempo, haver\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o da sociedade para uma organiza\u00e7\u00e3o mais justa e equilibrada, respeitando as diferen\u00e7as de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>A agente de tr\u00e2nsito da cidade de Carazinho, Liara Nunes Serafim, valoriza a atua\u00e7\u00e3o das mulheres que a antecederam e que j\u00e1 trabalham na \u00e1rea h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas na cidade. \u201cHoje somos seis mulheres trabalhando com igualdade salarial, de direitos e deveres, algo que o concurso p\u00fablico praticamente nos garante. O que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o precisamos juntas construir um espa\u00e7o de respeito e igualdade, atrav\u00e9s de muita \u00e9tica, profissionalismo e jogo de cintura. At\u00e9 hoje nos impomos sobre situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixamos que ofendam nossas caminhadas at\u00e9 aqui.\u201d Para a profissional, apesar de j\u00e1 ter ouvido piadas ou coment\u00e1rio maldosos relacionados ao g\u00eanero, este tipo de pr\u00e1tica vem diminuindo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 23 anos na carreira de fiscal de tr\u00e2nsito, Ana Claudia Teixeira, que atua em Cruz Alta, tamb\u00e9m j\u00e1 passou por situa\u00e7\u00f5es que classifica como tristes. \u201cJ\u00e1 ouvi falas como: \u2018tinha que ser mulher; mas voc\u00ea, uma mulher me multando? Vai lavar uma roupa; Mas voc\u00ea fez concurso? Sabe dirigir?\u201d Hoje ela observa uma mudan\u00e7a de comportamento e atribui o resultado a uma luta di\u00e1ria travada pelas profissionais mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o de um futuro com mais igualdade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enfatizar os pontos fortes femininos como atributos para contribui\u00e7\u00e3o em uma boa presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, tais como: acolhimento e sensibilidade para agir com as pessoas, \u00e9 necess\u00e1rio na opini\u00e3o de Let\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Claudia salienta que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave para o respeito ao espa\u00e7o da mulher e assim como todas as conquistas evolutivas da humanidade. Liara concorda e aponta a import\u00e2ncia de trabalhar o assunto nas escolas, trabalho e, principalmente, em casa. \u201cPrecisamos que nossos maridos, irm\u00e3os, filhos n\u00e3o repliquem o que receberam de forma equivocada de gera\u00e7\u00f5es passadas, quanto \u00e0 igualdade de g\u00eanero. At\u00e9 mesmo n\u00f3s mulheres precisamos nos educar, corrigir, nos conhecer melhor, saber que se pensarmos com respeito sobre a hist\u00f3ria da mulher e entendermos que a caminhada feminina foi \u00e1rdua, muitas vezes injusta e repleta de inferioriza\u00e7\u00e3o\u201d, conclui e acrescenta: \u201cJuntas somos mais fortes e devemos lembrar sempre de nossas caminhadas com orgulho, cada uma de n\u00f3s representa muito para a hist\u00f3ria de nossa profiss\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindicato dos Agentes de Fiscaliza\u00e7\u00e3o de Tr\u00e2nsito e Transporte do Rio Grande do Sul (SINDATRAN-RS) defende o respeito \u00e0 igualdade de g\u00eanero dentro da categoria e em todos os espa\u00e7os da sociedade. De acordo com o presidente do SINDATRAN-RS, \u00e9 preciso coibir o preconceito que se manifesta em atitudes ou mesmo em pequenos coment\u00e1rios, considerados por alguns como algo inofensivo, mas capazes de ferir e desrespeitar. \u201cAs nossas colegas trabalham na constru\u00e7\u00e3o de um tr\u00e2nsito mais seguro e \u00e9tico. Homenageamos e agradecemos a cada uma destas mulheres pelo seu importante papel na nossa categoria\u201d, frisa o presidente do sindicato, Leandro Machado e destaca a import\u00e2ncia de que a presen\u00e7a feminina deixe de ser minoria em cargos diretivos. Ele salienta o desejo de que as colegas de agentes de tr\u00e2nsito se interessem em ocupar posi\u00e7\u00f5es dentro da diretoria do SINDATRAN-RS ou mesmo a frente do sindicato, na pr\u00f3xima gest\u00e3o, na luta por maior representatividade da categoria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia Internacional da Mulher \u00e9 marcado por conquistas femininas ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, mas tamb\u00e9m serve como um alerta sobre os graves problemas de g\u00eanero que persistem. A discrimina\u00e7\u00e3o por g\u00eanero infelizmente ainda existe e j\u00e1 fez v\u00edtimas dentro da categoria dos agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito. 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